A FESTA NÃO PODE ACABAR*

































A FESTA NÃO PODE ACABAR*



Quando Jesus fez o milagre nas Bodas de Caná, ele transformou água em vinho. Fez isso para atender ao pedido de uma mulher, Sua mãe. Fez isso numa demonstração simples de que a festa, a alegria não deveria acabar. E para isso usou a água da importante cerimônia da purificação, uma água especial, para um ritual tradicional.

Tudo isso para que a alegria não fosse interrompida, para que a festa não acabasse. Vivamos nesta páscoa uma imensa alegria. A alegria de reacender a nossa chama, a chama da Divina Graça, para que adocemos nossos corações, não só com chocolates e presentes...

O melhor doce é o da consciência do bem servir na ação de fraternidade, para que esta festa continue... Que o Domingo de Páscoa seja “a festa” e que ela possa se perpetuar com a presença de Cristo Jesus, e Seus exemplos de amor, no exercício de ser verdadeiramente cristão.

Que este refletir lhe permita descobrir quantos momentos lindos ainda tem para viver... E vivendo, também terá muitos erros para cometer e com eles aprender. Contemple a natureza no seu cerne, capte toda sua energia, de beleza, de paz e luz... Dádivas de Deus.

Ele vai lhe abraçar e ajudá-lo de novo, e de novo a refletir, a decidir... Acerte e erre, à sua maneira, tenha consciência de que fez, o melhor, que deu o seu esforço maior. Este é o estado da alma em que Deus sussurra aos nossos ouvidos e fala aos nossos corações.

Ele vai fazer você se encontrar e se surpreender, com todas as pedras preciosas que guarda em seu coração. Não importa quantas, por puro engano, você tenha jogado fora. Seu coração na via Lux é uma mina de preciosidades. Desfrute. Você tem o direito de ser feliz.

Prospere, prospere nos dons do Espírito Santo, e sua sagrada flama, e receba as promessas divinas. Lembre-se de quem você é... Um ser igual e grandioso, ao olhos do Pai, Sua imagem e semelhança. Então curta... Curta as flores, os pássaros, o verde, as crianças, a família, seu trabalho... E agradeça...

Sorria dos seus problemas pois eles o fortalecerão e o guiarão consolidando a sua fé e o encontro com Ele. É preciso encontrar tempo para estar em contato, com o Pai Eterno... Ouvi-Lo e sentir Sua presença no cotidiano de nossas vidas.

Que todos tenham uma Páscoa especial com muito amor e paz.

Texto Inédito!
Ibernise.
Indiara(GO), 20.03.2008.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998
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# Enviado el jueves 25 de septiembre de 2008 15:14

UMA QUESTÃO DE FIDELIDADE...



























UMA QUESTÃO DE FIDELIDADE...



Uma pessoa comum, vivendo uma vida comum, uma classe social comum... Mas com a sexualidade à flor-da-pele... Lutava bravamente contra seus instintos, no contraponto de uma educação dentro dos dogmas cristãos, dentro dos princípios dos mores... Mas não encontrava uma forma de ser fiel a estes princípios...

O amor em sua vida era forte, era chave-mestra de sua existência... Amava cada ser, cada cenário, da natureza...Via em qualquer situação uma condição para amar. Vivia surtada de amor e por isso mesmo a fantasia lhe contaminava, e a transmutava aos seus maiores e mais profundos fluxos de desejo...

Era muito difícil transportar todas aquelas torrentes para a sua realidade, seu íntimo... O seu prazer era a sua realidade... Sua e de todos os seres humanos, a primeira razão de viver... Vivia assim contemplando, sonhando... Estava sempre entregue... Totalmente entregue, ao amor, a fantasia e ao desejo... Ah! O prazer... Esta era a sua inesgotável fonte... Era feliz no faz-de-conta...

Mas destes sentimentos o desejo é justamente aquele que a todos atrai, mas trai... É justamente através do desejo que os princípios e convicções mais arraigadas, dançam... E como dançam...

Tudo isso considerando um contexto educacional dentro dos padrões de uma vida saudável, normal. Ou melhor, uma vida sem sérios bloqueios traumáticos, nem repúdios fanáticos... Condições de sentimentos e sensações humanas, que logo cedo se formam, se desenvolvem, em jogos e brincadeiras infantis...

O desejo surpreende a pobre psique (alma), a qual nunca está preparada para conte-lo... O desejo é de... Prazer... Fonte inesgotável de alegria, de felicidade. Sob quaisquer circunstâncias, busca-se o prazer... É programa inconsciente... (Teoria das Pulsões, texto freudiano “ Além do Princípio do Prazer e Para Além do Princípio do Prazer- 1920/1986 r). A capacidade de sentir prazer acompanha, o ser humano, até o último suspiro e o torna prazeroso... No estoicismo, nas últimas lembranças, nos pedidos e recomendações altruístas...

Vale salientar, que o estoicismo é objeto do prazer sob condições extremas ou não. É designação comum as doutrinas dos filósofos gregos Zenão de Cício (340-264) e seus seguidores Cleanto (Séc. III a. C.), Crisipo (280-208) e os romanos Epicleto (c. 55-c. 135) e Marco Aurélio (121-180), caracterizadas, sobretudo, pela consideração do problema moral. A ataraxia é considerada o ideal do sábio.Austeridade de caráter e impassividade em face da dor e do infortúnio.

Lembrando Fernando Pessoa... “Se tinha horas de imensa euforia.... A maior parte do tempo passava-o prostrado, numa ataraxia...”(João Gaspar Simões, Vida e Obra de Fernando Pessoa, p. 650).Esta descrição refere-se a um estado da alma, em que há equilíbrio e moderação na escolha dos prazeres sensíveis e espirituais, atingindo um ideal supremo de felicidade...

Após essas divagações sobre sua excelência o prazer...

Aquela pessoa comum, não conseguia fidelidade no trato com seus princípios básicos de formação... Ia ao confessionário, falava e falava... Das suas labaredas, de seus impulsos apaixonados... Até quem a escutava se inquietava, e se impressionava, com tamanha voracidade pulsional... Receitas... Orações, banhos... Muitos banhos. O mais importante conselho que recebeu... “Case filha... Case-se com urgência...”

Casou-se... Mas no casamento não conseguiu ser suprida... Aquele seu par não era tão par assim... Estava mais para ímpar... Sofreu... Mas continuava a ser feliz, pois conhecia sua fonte inesgotável de prazer. E novamente solitária, percorria o mesmo caminho de sonhos... Amor a tudo e todos, fantasia –realidade concreta para quem crer- desejo alimentando, nada mais, nada menos que o... Prazer.

O tempo foi passando sua maturidade chegou... Por mais que procurasse suprir todo seu natural instinto, dentro de um contexto individual e abstrato, notara que após quinze dias, perdia sua seletividade...

Quando menos esperava estava cedendo a olhares e prenúncios de carícias, ainda que à distância, de qualquer um... Logo aqueles assédios “ encorajados” estariam marcando, com o fogo da paixão, a sua pele, que ardia e ardia... Ficou em pânico ao identificar o perigo, agora tudo estava fugindo ao seu controle no plano da realidade ao vivo e a cores...

A fidelidade aos seus princípios ( fidelidade a que?) e a fidelidade a seu companheiro (fidelidade a quem?), estavam desmoronando sobre si mesma, e os despojos deste desmoronamento, não eram outros, senão a sua culpa, muito sentimento de culpa...

A pobre criatura se sentia, literalmente como uma criatura, desprovida dos elementos humanizadores, cristãos que havia aprendido a respeitar... Pensava, em vão, em todos os sacramentos recebidos, todos os aconselhamentos...

Mas sua biologia, sua pulsão primitiva irrompeu soberana... Após quinze dias, perdia a seletividade e queria extravasar... Com quem?... Olhava o parceiro a dormir tranqüilo... Ela de repente não era mais ela...

Entrava no closet vestia um macacão preto de couro sobre a pele nua, delineando seu belo corpo. Atravessava o jardim, tirava a moto da garagem sem barulho, e adiante acelerava fundo... Cabelos loiros, brilhantes, soltos ao vento... E a luz do luar... Lua a testemunhar e a inspirar. Assistindo a tudo... À distância...

Uma aliança quebrada... Uma alma despida do senso de fidelidade. Vitória do desejo, o traidor daquela alma... De todas as almas... Pobres e prazerosas almas...

Cronica inédita!
*Núcleo Temático Filosófico.
Ibernise .
Indiara (GO), 12.05.2007.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998
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# Enviado el jueves 25 de septiembre de 2008 15:09

TEU ABRAÇO*




























TEU ABRAÇO*


Imagino teu abraço... Aquele abraço... Como laçada me envolve todinha... Um laço... O teu laço... Toma-me a altura do busto, aperta-me a cintura... Indeciso. Não deixa espaço, num aperto gostoso que sufoca...

Minha respiração ofegante, as batidas aceleradas, as pernas bambas, um arrepio... Procuramos um apoio, um lugar... Pensamentos embaralharam as idéias, impossível ter idéias... As claras e distintas então, sumiram na dispersão... E pensar que estavam tão alinhadas como escola na avenida...

O desejo e a paixão aproveitaram este deslize, e záz, como diz o Chaves... É hora de soltar a fantasia, e mergulhar na brincadeira, faz de conta infantil e por isto mesmo encantado!

Há!... Esse teu abraço envolvente penetra na gente, como uma linda melodia... De repente, maravilhosa... Teu abraço é grude, é cola... Abraço de cheiros e beijos no deslizar de tantos braços, os meus, os teus, numa procura agitada de mais e mais... Cintos, nós, fivelas, botões...

Objetos que lembram, naquele momento, uma prova olímpica de Pentatlo... É preciso cobrir obstáculos no tempo, no prazo... A medida que os descobre, que os encontra, o abraço se desmonta apressado no desmanche, no despojo mútuo que numa progressão aritmética vai somando membros que eram dois, quatro, misturando pernas tornaram-se... Oito de repente... Tudo loucamente desarrumado e a um só tempo... Organizado.

Entre tantos abraços agora multiplicados, aparecem tentáculos, ventosas sorventes, serpentes orientadas entre tantas coordenadas... Não se perdem, só encontram... Norte, Sul, Leste, Oeste, exploram a-flor-da-pele-nua, sua cartografia... O mapa é da mina... Do desejo. Aquele que se rende, que age escondido e quando se revela, não há mais nada a fazer... A razão já foi traída, enganada, preterida....

A partir daí não há escapatória, mas quem desejaria escapar? Esta emoção realça o lindo, o belo, o prazer... O êxtase mais profundo espraiando-se em ondas e mais ondas... Por todos os poros, todos os pêlos, todas as cavidades.... Graças aos sentidos! Gemidinhos, sussurros, mentiras e verdades misturadas, nesta colheita final, porque tudo é só deslumbramento...

Até a despedida no olhar, ausência de palavras... Falar o que? Tudo já foi dito e bem_dito... Agora é sentir... Presença sem presença, observar a memória do corpo... Durante algum tempo ainda vai se revelar materialmente, nos cheiros, no gosto, no xixi espumado, na pele marcada, no banho demorado, massagens num autoabraço, fantasiando que tu ainda estás em meus braços...

Uma presença que fica, nas imagens guardadas, nas oitivas que não serão esquecidas... Saudade... Mesmo sendo saudade em cada um está contida... É assim para que o tempo não pare e nada escape daquela sensação, daquele sentimento... Novamente o prazer e o desejo retém a maravilha que se repete ao infinito... Restam trilhas, para reencontros...

Surpresas aos saltos e assaltos, teu nome na agenda, ou eu, na porta a espera dos teus braços... Daí, cada um ganha vida própria, energia e segurança, forças renovadas, idéias, agora sim claras e distintas... Há!...Descartes...

Inédito!
*Núcleo Temático Filosófica.
Ibernise.
Indiara (GO), 15.02.2007.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998
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# Enviado el jueves 25 de septiembre de 2008 15:02

AMOR SELVAGEM*




























AMOR SELVAGEM


Tivemos um dia difícil na lida da fazenda, crianças, cozinha, comida para os animais, e tantas outras coisas do trabalho doméstico. Senti por mais de uma vez o olhar fixo do meu companheiro...

Pensei... Não pode ser o que estou pensando... Estou muito desarrumada, cabelo preso arrepiado... Não, não poder ser, nem vou parar e dar uma arrumada... Continuei no apuro daquele dia... Não demorou ele me chamou para ajudá-lo com uma estante que ele teimava em tirar do lugar...

Chamou dois peões e me pôs do seu lado, a roçar de leve em mim, me olhar e sorrir... Pensei acho melhor eu ir dar uma arrumada, ele tá de ouriço pro meu lado... Dei uma saída rápida, ele chamou de novo...

Agora queria ir comigo procurar um galo que não se recolhera, pediu pra levar uma cesta para o caso de encontrarmos alguns ovos no mato. Levei... Saímos a procurar...

O sol baixava rapidinho num ocaso vermelhinho que prateava as águas, frisadas do riacho, descendo nas curvas do gramado das pastagens. Se fosse na praia do Jacaré, lá em João Pessoa (PB), não teria dado tempo do trompetista tocar o Bolero de Ravel...*

Escureceu rápido, mas o luar daquele sertão não deixou por menos, e sob aquela luz da lua “cupideira” continuamos a aquela busca... Nada de galo, mas achamos ovos... Não soltei a tal cesta, mesmo quando ele agitado sem esconder suas intenções já me segurava pela mão me mostrando o melhor caminho...

De repente não dava para caminhar, era preciso pular, onde o riacho engrossava, veio a hora do abraço... Ele me agarrou forte e muitos beijos rolaram... Pulamos para o outro lado, as roupas molhadas, nada de frio, só calor, muito calor... Do lugar já não saíamos, nem era possível em meio a tantos aconchegos...

Ele aflito olhava em volta, querendo arrumar um lugar para acomodarmos as nossas intenções, naquele momento já frenéticas, de nos amar... Um cocho estava perto...Muito perto... Só um passo, já estávamos dentro...

Um leito! Um provimento dos deuses... Cheirinho de grama molhada misturada com nossos cheiros aumentava nosso ardor, nosso desejo... E nos amamos a luz do luar...Passamos aquela noite entre aqueles animais... Um ventinho gostoso, o calor daquele abraço, enrolados, nos aquecendo mutuamente...

Acordamos pela manhã com o tal galo, que tanto procuramos, cantando perto da gente, e a cesta de ovos... Quebrados... Eu me arrumando disfarçando, e ele falando com os empregados sobre os serviços do novo dia... Corri para casa, passei um cafezinho, levei no curral para ele que recebeu com um sorriso... Ah! Um sorriso daquele não vai dar pra esquecer...

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* Na Praia do Jacaré em João Pessoa (PB), tem um ponto turístico onde todas as tardes ao pôr do sol, um trompetista toca ao vivo o Bolero de Ravel. Ele inicia num ponto do ocaso, de modo que ao terminar o sol baixou completamente.

Inédito!

* Núcleo Temático Romântico.
Ibernise .
Indiara (GO), 04.03.2007.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
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# Enviado el jueves 25 de septiembre de 2008 14:52

A ISCA *






































A ISCA*



Você oferece alguma coisa que o outro deseja (isca) e lhe dar algo que ele não quer... No relacionamento entre casais, modernos, pode ser subjetivo e envolve a questão: O marido manda, mas a esposa o domina, ou vice-versa. Está presente neste jogo estratégia e tática. A esposa, faz o esposo pensar que ele teve a idéia (estratégia da esposa) e ele mergulha na execução do que supostamente seria sua idéia, (tática da esposa). Este jogo comanda a vida desde os primórdios. Macacos ainda hoje, exibem resquícios deste saber, que foi amplamente aprimorado. A mídia mostra cenas subjetivas destas situações a toda hora.

O ato de executar a estratégia chama-se tática, ou seja, a estratégia antecede a tática. Assim bem próxima da tática, está a estratégia (do grego. strategía, pelo latim, strategia )sendo esta, por sua vez, conceituada como parte da arte da guerra que trata de como (refere-se ao plano, a idéia) se travar um combate ou uma batalha. Enquanto, a palavra tática, do grego. taktiké (téchne), 'arte de manobrar tropas' é parte da arte da guerra que trata da disposição e da manobra das forças durante o combate ou na iminência dele.

Tática e estratégias são muito importantes. São fiéis auxiliares, nas empresas, e empreendimentos diversos.Torna-se mais evidente o poder deste conhecimento, em conflitos, confrontos, competitividade... Embora esses termos tenham origem em situações extremas, como a guerra, estas palavras estão dispersas na vida cotidiana do ser humano. São usadas na propaganda, na TV, nas conversas entre vendedor e cliente, em sala de aula, na concorrência entre colegas de empresas, ou seja, a competição faz parte da vida e no jogo competitivo estas são as palavras-chaves. As conotações envolvendo a ambientação, destas palavras, na convivência em sociedade, aparentam um desgaste, ou um perfil de atitudes corrompido. No entanto, na sua essência elas podem ser partes integrantes de atitudes austeras e dignas, onde nem todos os meios justificam os fins.

Que hajam conflitos na vida, as lutas fazem parte da sobrevivência, mas há que se ter escrúpulos, reservas, fidelidade aos preceitos morais e éticos. Na verdade, é na ação direta das relações interpessoais que a vida é construída cotidianamente, ou seja, um processo civil ou penal pode vir a ocorrer depois, mas o leite já terá derramado... Este é o principio do agir comunicativo na teoria de Ùrgen Habermas (1929).


Antes das pessoas se defrontarem com o poder instituído, com a lei e aqueles que a executam, primeiro elas têm que se confrontar no campo das normas de conduta... Os mores, determinam a relação no imediatismo do momento. A lei age só depois. A instituição apenas coíbe a liberdade, mas o individuo a possui. Segundo Thomas Hobbes (1588-1679), matemático, teórico político, e filósofo inglês, autor de Leviatã (1651) e Do Cidadão (1651).o individuo é livre para fazer o que quiser, embora responda por isto.

Hoje entende-se o conceito “cidadão do mundo” enunciado subjetivamente na música “Imagine” de John Lennon. Seria um prenúncio de um tempo que chegaria décadas depois... Uma sensibilidade que se antecipou ao nosso tempo. Nas relações contemporâneas o mundo é miniaturizado, e modernamente foi batizado, como sociedade global.

Uma mentalidade disseminada entre táticas e estratégias está estruturando uma consciência no âmbito de classes, indivíduos e grupos. Otávio Ianni (1992), na linha de muitos outros filósofos modernos, das escolas de Frankfurt_ como Horkheimer, ( 1895-1973); Adorno,( 1903-1969); Marcuse,(1898-1979), entre outros_fazem esta crítica, à capacidade de persuasão globalizada, gerando um consumismo exacerbado. Esses pensadores consideram a febre de consumo, como uma excessiva valorização de simulacros, ilusão pré-fabricada de aspirações.

Desejos adestrando os indivíduos, classes e grupos a se contentarem com esta virtual realidade... Aceitando-a como verdade indispensável a suas vidas. Assim, a necessidade de auto-afirmação é tamanha que um simples tênis de marca se torna motivo para assassinatos... A marca como signo de ascensão social...

Na sociedade moderna, cada vez mais estas questões de austeridade e honra, nas ações cotidianas estão cada vez mais deixando de ser exceções para se tornarem regras. A mídia apresentando situações eventuais e ocasionais da vida em sociedade, no caso a sociedade brasileira, que de tipos e rótulos recebem “status” de comportamentos padronizados. Fazendo as pessoas a confundir os defeitos de conduta com virtudes, valores culturais.

Assim, cidadãos se defrontam com estratagemas, enveredam por caminhos sem volta, às vezes nem sabem reconhecer a situação saudável e digna de uma situação armada, vil e imoral. “Se dá bem” virou regra, tirar vantagem de tudo e de todos é ser vencedor. Vende-se a alma a qualquer um e a qualquer preço.

Neste contexto, a nobreza da tática, sai chamuscada antes mesmo, de promover os meios lícitos para que a competição se torne algo saudável e eletiva. Antes mesmo, daquela aliada, iniciar a definição dos passos, que poderiam ser aplicados aos conflitos nos relacionamentos humanos. Porque sair-se bem num empreendimento, está mais para “consegui passar alguém pra trás”...

Este esquema de tipificação de situações esporádicas como padrões de comportamento social, pela mídia, também é agravante. Coloca a todos como “farinha de um mesmo saco”, onde a dignidade honra e honestidade não é estado natural, é algo sujeito à prêmio e reconhecimento. Torna-se, a partir de então, mas um enigma de provação e decodificação. Situações eclodem beirando o bizarro e o sinistro, quando o cidadão ou cidadã precisa provar que está vivo(a), para receber seus proventos de aposentadoria...

No entanto muitas flores florescem no lodo... No esporte há muita nobreza no que tange a esta “arte de manobrar”, dentro de fundamentos éticos, sob os quais ocorrem as competições e conquistas. No jogo de xadrez ocorre um combate nobre, no qual, dois exércitos empregam as mesmas armas em uma luta amistosa, e disciplinada. Estes embates tornam-se aventuras apaixonantes, um lazer saudável, educativo.

A ação estrategista, portanto, também tem suas virtudes e está presente nas projeções humanas... Projetos dinâmicos, restritos ou amplos, são referenciais magnânimos de humanidade, onde método e ritmo significam uma noção estratégica para a vida.

Texto Inédito
*Núcleo Temático Educativo.
Ibernise. Indiara (GO), 13.02.2007.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
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# Enviado el miércoles 16 de julio de 2008 07:16

Modificado el miércoles 16 de julio de 2008 07:35